terça-feira, 23 de março de 2010

A Morte de Nietzsche


O sangue cortejando a morte
E eu esvaindo-me aos poucos
Deixando uma vida telúrica e de nenhuma sorte
Mas filosofando como os doutos

Vai,alma, deixa essa carne putrefeita
Larga as sarças do destino
Volta ao teu lugar de direito
E esquece o corpo tomado de absinto

Viaja pela constelação
Alimenta o teu sonho de liberdade
E aja sempre com a razão
Coisa que fiz desde a mais tenra idade

Porque eu disse:
"Deus está morto"
E agora os crentes sorriem:
"Nietzsche está morto"

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