quinta-feira, 18 de março de 2010

O Sonho de Phaedra


— O que é isso? Estou voando? — perguntou a menina.
— Ora, o que é tão estranho, Phaedra?
— O quê? Quem é você?
— Sou o seu sonho. Chamo-me Sonho de Phaedra. Fui enviado por Morfeu.
Era uma situação bem psicodélica para uma pré-adolescente. Phaedra, a menina de treze anos, estava ali, envolta em fluidos rosas. A essência arredondada que dissera ser o sonho da menina sorriu, e foram a um lugar surreal: o jardim dos sonhos. Lá, Phaedra avistou muitos absurdos: cavalos alados, doces gigantes, leões que falavam...
— Foi você quem criou esse lugar, menina — afirmou Sonho de Phaedra.
— Todas as pessoas têm um lugar assim?
— Não!
— Por quê?
— Porque elas não acreditam em sonhos, como você. Elas só acreditam no dinheiro. Por isso meus irmãos, os outros sonhos, estão mortos.
— Eu sinto muito!
— Não sinta! Se as pessoas não querem sonhar, azar o delas, deixe-as se perderem em futilidades.
— É! Azar o delas... Posso te revelar um segredo?
— Claro!
— Eu sonho com um mundo melhor.
— Deixa disso! Você pode ter o que quiser aqui: cavalos alados, doces gigantes... Agora, sonhar com um mundo melhor só será possível quando todos sonharem juntos!
— Putz, então estamos todos fodidos!
— Deixa pra lá! Passa dois metros de chocolate aí...

“Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã.”
(Victor Hugo)

“Agora, sonhar com um mundo melhor só será possível quando todos sonharem juntos!”
(Sonho de Phaedra)

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