sábado, 27 de março de 2010

Ser é Não Ser



Somos crianças, somos velhos
Somos quem somos
Mendigos, magnatas, diplomatas
Mas no fim não somos nada

Somos o céu, somos o inferno
Somos o réu, somos o juiz
O fogo que acende, a água que apaga
Mas no fim não somos nada

Não somos nada, nem nunca fomos
Nem Bonaparte, a minha parte é o nada
Nem quem morre na cruz, que não viu a luz
Porque no fim não viu nada, e foi o NADA

Sejamos heróis de nós mesmos
Nem Tiradentes, que antigamente
lutou por muita gente
Mas com a cabeça cortada
Nunca viu nada

E nós? E nós?

Ser é não ser, e não existe mais questão

3 comentários:

  1. Hehe Os textos do amigo são sempre deliciosos de se ler!

    Parabéns por mais uma ótima inspiração!

    Abraços renovados!

    Quanto a seguir meu blog, é simples: basta quando estiver nele fazer Login, depois retornar para meu blog, atualizar, e clicar em cima no link Seguir!
    Ao menos é assim que sempre faço!

    T+

    ResponderExcluir
  2. Enquanto houver um ideal, haverá "pelo" que lutar. Enquanto houver quem precise, quem sofra, quem seja "diferente"(pq acredito que somos todos iguais com particularidades únicas), haverá por "quem" lutar. Senão, que graça teria dançar sozinho? Que graça tem rir sozinho (sempre)?
    Bom texto.

    ResponderExcluir
  3. Existe beleza na decadência e você a conhece.

    ResponderExcluir