domingo, 18 de abril de 2010

O Homem Já Foi o Centro do Universo


A transição da Idade Média para a Idade Moderna deu-se através do esforço dos humanistas que difundiram os ideais renascentistas. Homens ligados à filosofia, ciência e literatura acenderam as luzes antes apagadas pelo período que reinou mil anos na Europa: a "Idade das Trevas". Antes, Deus, venerado desmedidamente, era o centro do universo. Com o Renascimento, o homem passou a ocupar o cerne das preocupações. Para Nicolau Maquiavel, o homem do Renascimento deveria trazer para si a Virtù, expressão que confere o gosto pela liberdade e abandona as amarras provindas da afirmação de que Deus era o "dono" do destino dos homens.
A universalização da perspectiva renascentista partiu da Itália e depois se expandiu para outros países. Houve então uma remodelação na cultura européia, com o advento das características que perfaziam a trajetória dos ideais renascentistas, tais como: hedonismo, naturalismo, classicismo, racionalismo, e principalmente, antropocentrismo (que desbancou o teocentrismo que aprisionava a criatividade humana e a vontade do homem em conhecer por si próprio, o desejo de se imortalizar através das artes e das ciências).
Leonardo da Vinci foi o símbolo da arte nesse período. Ao desenhar o homem vitruviano (veja desenho acima), o gênio personificou o espírito renascentista e sobretudo, o antropocentrismo. O hedonismo teve como representantes Bocaccio, Rabelais, e o mais fecundo dos que cultuavam o prazer, o corpo e a beleza: Shakespeare. Na ciência, houve uma verdadeira revolução com a teoria heliocêtrica de Nicolau Copérnico. O cientista polonês opôs-se a teoria geocêntrica de Ptolomeu, e afirmou que os planetas giravam em torno do Sol, e não da Terra. Temendo a hostilidade da Igreja Romana, Copérnico não divulgou sua teoria de imediato, que só foi apresentada ao mundo no século XVI.
Um homem atarracado, de cabelo ruivo e personalidade inquietante, cujo nome era Galileu Galileu, comprovou a teoria heliocêntrica de Copérnico, além de ter descoberto os anéis de Saturno, os satélites de Júpiter e as manchas do Sol. Kepler também se interessou pela teoria de Copérnico e através de um longo estudo, concluiu que os planetas de fato se movimentam em torno do Sol, mas o fazem em órbita elíptica, e não circular.
O Renascimento foi um período onde a humanidade progrediu através da curiosidade, da sede de conhecimento e do bem-estar coletivo. É uma pena que o homem, que já foi um dia o centro do universo, esteja a destruir os ideais que o fizeram além de simples carne e ossos ambulantes (e, destarte, destruir a si próprio). Veja, no desenho abaixo, no que se transformou o homem...

3 comentários:

  1. Olá, amigo.

    Infelizmente o homo sapiens está fadado à bancarrota pois não soube juntamente com o seu progresso gerar meios de sustentar sua mobilidade de padrões de vida e pensamento.
    Nosso sistema cliché-capitalista e a máquina de neo-selvageria que se formou alguns séculos depois é que ofuscou a visão do homem e o deslocou de seu objetivo.

    Hoje o comodismo impera além de a religião fazer a cabeça de muita gente por este mundo afora.

    Fica difícil progredir com as células-tronco, ou uso de anticoncepcionais, casamentos homossexuais ou outras marcas de evolução com um papa da juventude nazista buzinado e chamando atenção do mundo para os "sacrilégios que estão cometendo" ou ouvir do clérigo do Irã que mulheres devassas são a causa do aumento dos terremotos dos últimos tempos.
    Por que que o senhor Ratzinger não se ocupa com os casos de pedofilia de seus padres que não se aguentam debaixo da batina?

    Enquanto não deixar-mos de lado os dogmas, seitas, crenças, rituais e superstições fúteis e pueris não vamos conseguir completar aquilo que começamos nos finais do século XIII.
    E ainda têm beatos que acreditam no fim do mundo em 2012. É rir pra não chorar com uma babozeira dessas.

    Abraços!

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