quarta-feira, 12 de maio de 2010

Perda de Sentido


Não entendo a hemorragia cerebral
De pensarem que somos seres especiais
Caixa craniana
Pulmões
Carne maleável
A complacência senil
O impulso adolescente
Órgãos escravos das circunstâncias
Escritor arraigado em fluxos de consciência
Desejos animais, vulgo sexuais
Centelhas de esperança
Frêmitos de desespero
Olhos latentes de alcoolismo
Corpo cansado
Vista cansada
O barulho do bar
O marulho do mar
A vida esquecida
Humanidade empedernida
O sono como prefácio da morte
Má-fé confundida com sorte
O empirismo
A metafísica
Epistemologia
Onde está o sentido?
Não há sentido
Quando procuramos um sentido para a vida
Ela perde o sentido...

3 comentários:

  1. Brilhante texto, caro colega.
    Além de grande pensador vós sois um exímio poeta!

    Ótimo escrito.
    Eis o compêndio de tudo o que somos!

    Meros amontoados de carnes regidos por impulsos animais e levados pelo empirismo como vós bem dissestes.
    Confesso que aprecio os poemas com um caráter um tanto quanto existencialista pois fogem da mesmice das rimas e dos versos pomposos e melosos que são tão abundantes, clichês da poesia, os quais são a única coisa que sei fazer.
    Parabéns pela originalidade de vossos versos e pelo blog.
    E obrigado pelos vossos comentários no meu humilde Aprisco.
    Até mais ver!

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  2. De veras instigante o seu poema e também muito estimulante, já que me fez ler o empoeirado dicionário...
    Excelente!

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  3. Hummm...que que esse texto faz aqui, apenas aqui? Por que não o mandou para o Rascunho Pub? Muito bom, parabéns!

    =)

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